Eu, ao contrário, amo demais.
Hoje, amo um prospecto, um sonho, uma esperança.
Por que estou só.
Quando não estou, amo de menos.
Não acho espaço em mim para abarcar, além de mim, o outro.
Tenho que cavar. E tenho cavado. Fundo.
Mas quanto mais cavo, mais o meu esforço faz com que a escolha seja cada vez mais seletiva.
Por que cavo, e arrumo, e aninho, e trago luz, esgoto, sistema de transporte, arborização, conexão wireless...
Melhorias, enfim, que não são pra todos. São excludentes.
Isso aqui, afinal, não é uma democracia.
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