Jan 24, 2008

Quem é, afinal, que manda nessa confusão?

Algo que não entendo.
Ainda que já não se queira mais, por vontade e força da razão,
Ainda que não haja motivos para se continuar,
Nada é bom , nada justifica ou satisfaz.
Nada. Papo, beijo, sexo, abraço, forrozinho, olhares ou carinhos.
Tudo fica aquém, tudo é menor do que poderia ser, ou que gostaríamos que fosse.
Ainda assim, por que sente o coração
Ao ouvir o não definitivo, vindo de fora principalmente,
Ainda que haja concordância interna,
Ainda que o fim seja uma decisão pensada, e desejada?
Por quê? Por que é que tem que tanto sentir esse coração?
Entendo não...


Para construir o contexto, a história, a de um menino de 22 anos, aconteceu sem testemunhas.
Começou assim, de um forró e um beijo,
E terminou assado, com um papo de 5 minutos na porta da academia.
Ele nunca conheceu meus amigos, a maioria.
Era, antes de tudo, uma companhia. Não era má, que me fizesse pender para o antes-só.
Mas a intimidade demanda posturas, cria expectativas, quer pisar em algo sólido. Que justificar a sua existência. Ou talvez essas sejam demandas minhas, que afinal não sou tão masculina nem desprendida quanto gosto de me pintar.
Mas eu não queria nada disso. Não senti crescer o desejo, nem a vontade. Com a intimidade, sem o fuzz de qualquer começo, percebi que o beijo não encaixava, que o papo não me acrescentava, que a personalidade não me desafiava, e que até me conduzia por caminhos estranhos, pelos quais eu não queria passar. As respostas e reações que me suscitava eram desagradáveis. Eu não gostava de ser a pessoa que aparecia na combinação com a pessoa dele. E, por fim, o sexo não era bom a ponto de me fazer querer ficar no casual. Nem a resposta dele, sem nenhum rompante de amor por mim, ou da melodramaticidade que me faria ficar nem que fosse por mais alguns dias, nem isso me fez mudar de idéia.
Então, fim.
Parece lógico, não?
Mas o coração, ainda assim, teima de sentir...

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