Nosso amor foi uma viagem.
O tempo de uma viagem.
Mal nos olhamos até que nossos cotovelos se tocassem, mas assim que isso aconteceu, parece que o mundo se abriu e fez lugar para que a nossa história acontecesse.
Ele lia um livro em inglês, e fazia cara de pseudo-intelectual. Eu folheava minha Carta Capital de duas semanas atrás. Os olhos pesavam de sono...
Não sei por que ele resolveu falar comigo. Ou eu com ele. Sei que nos falamos. E falamos tanto que deu vontade de falar mais. E ele pediu meu número e apesar do pouco tempo de minha estadia na cidade, foi me ver. E a história cresceu, e ele era divertido, e falava outras línguas e gostava de cinema, drogas e rock n’ roll.
Namoramos um tempo, e curtimos um tanto. Viajamos pra Europa e pra Amsterdã. Passamos Natal em Curitiba e Reveillon em Buenos Aires. Decidimos morar juntos, e eu fiquei grávida. Fizemos uma pequena celebração, só para as famílias. Nossos pais, mães e padrastos, e muitos irmãos. Na festa, minha irmã e o irmão mais velho dele caíram de amores.
Lua-de-mel em Bonito. Ou em Bali, não conseguíamos decidir. Fomos pra Santiago. Depois que a Aninha nasceu. Dois anos depois. E voltei grávida.
Fomos morar fora, fizemos mais um filho, adotamos mais outro. Voltamos pro Brasil. Compramos uma casa na praia e um cachorro para as crianças. Ele escreveu um livro. Ganhou dinheiro com a internet. Fomos de novo morar fora. E fizemos outro filho. Em casa, escrevi um livro. Voltamos para o Brasil. Largamos as crianças com a vó, na casa de praia, e fomos tirar férias da família. Descobrimos um mundo dentro da gente.
E quando voltamos, o ônibus parava na rodoviária.
Nossos cotovelos se desencostaram e eu voltei pro mundo real.
Ele levantou, ainda portando a cara de pseudo-intelectual, e sem dizer palavra, se foi.
E eu fiquei.
O tempo de uma viagem durou o nosso amor.
Dec 26, 2007
Dec 24, 2007
2008!
Boas Festas.
Boa vida.
Menos ansiedade, mais calma.
Menos trânsito, mais fluidez.
Menos picuinhas, mais problemas reais.
E mais paciência para lidar com eles.
E mais paixão. Pela vida e pelos amores.
Menos defeitos nos outros e mais qualidade na gente.
Mais sonhos realizados e mais espaço pra conceber mais sonhos.
Mais carinho, mais amor.
Mais amores.
Ou o amor da vida. Ou do momento.
Mais pensamento positivo.
Menos ganância, inveja e ambição.
Mais coragem, mais indignação.
Um país melhor. Um mundo melhor.
Menos fome.
Menos quilos.
Mais pique.
Mais viço. Mais saúde.
Mais delicadeza no trato.
Mais a gente junto.
Menos gente separando.
Mais gente se encontrando.
Mais fé. Que a fé não costuma falhar.
Mais crianças, mais sorrisos, mais risadas.
Lagrimas mais sentidas, mais pendências resolvidas.
Mais samba. Mais alegria.
Mais vida.
Mais ano.
Feliz.
Boa vida.
Menos ansiedade, mais calma.
Menos trânsito, mais fluidez.
Menos picuinhas, mais problemas reais.
E mais paciência para lidar com eles.
E mais paixão. Pela vida e pelos amores.
Menos defeitos nos outros e mais qualidade na gente.
Mais sonhos realizados e mais espaço pra conceber mais sonhos.
Mais carinho, mais amor.
Mais amores.
Ou o amor da vida. Ou do momento.
Mais pensamento positivo.
Menos ganância, inveja e ambição.
Mais coragem, mais indignação.
Um país melhor. Um mundo melhor.
Menos fome.
Menos quilos.
Mais pique.
Mais viço. Mais saúde.
Mais delicadeza no trato.
Mais a gente junto.
Menos gente separando.
Mais gente se encontrando.
Mais fé. Que a fé não costuma falhar.
Mais crianças, mais sorrisos, mais risadas.
Lagrimas mais sentidas, mais pendências resolvidas.
Mais samba. Mais alegria.
Mais vida.
Mais ano.
Feliz.
Dec 20, 2007
Não te conto nada,
Por que não há nada.
“Nada há de sólido a que o coração se possa apegar”
Por que o amor é líquido, às vezes pastoso,
A felicidade são pontos brilhantes no escuro e
A dor é feita de vento.
Não há nada,
Nada além do que eu mesma, versão repaginada,
Com os mesmos medos, agora revisitados,
O mesmo apego aos pequenos e ordinários gestos de carinho,
No fundo todos tão egoístas quando a nossa, a minha, própria vontade de amar e se entregar.
Não há nada,
Nada de novo.
Tudo é igual.
Mais uma vez, nada.
Mas o nada é o que há de mais precioso.
E menos preciso. (Como o viver. Ao contrário do navegar.)
Por que dentro dele há tudo.
E tudo ele pode ser.
Infinitas possibilidades.
Inúmeras fantasias.
E um sem número de expectativas.
Que, no fim, são nada.
Por isso, não te conto nada.
Por que não há nada a dizer.
Eu te amo você.
Feliz aniversário.
“Nada há de sólido a que o coração se possa apegar”
Por que o amor é líquido, às vezes pastoso,
A felicidade são pontos brilhantes no escuro e
A dor é feita de vento.
Não há nada,
Nada além do que eu mesma, versão repaginada,
Com os mesmos medos, agora revisitados,
O mesmo apego aos pequenos e ordinários gestos de carinho,
No fundo todos tão egoístas quando a nossa, a minha, própria vontade de amar e se entregar.
Não há nada,
Nada de novo.
Tudo é igual.
Mais uma vez, nada.
Mas o nada é o que há de mais precioso.
E menos preciso. (Como o viver. Ao contrário do navegar.)
Por que dentro dele há tudo.
E tudo ele pode ser.
Infinitas possibilidades.
Inúmeras fantasias.
E um sem número de expectativas.
Que, no fim, são nada.
Por isso, não te conto nada.
Por que não há nada a dizer.
Eu te amo você.
Feliz aniversário.
Dec 13, 2007
Todas as coisas que você não sabe (ou crônica dos dois dias):
"eu fiquei com outra pessoa há dois dias, e foi muito bom; e também viajo daqui a dois dias pra casa daquela primeira pessoa, fico lá dois dias e estou deveras ansiosa pra chegar logo; daí, dois dias depois, ele vem pra cá e passa dois dias ou mais lá em casa. Ou seja, em vários pares de dias, estarei mais longe de sentir que somos dois, talvez por me sentir cada vez mais ímpar (e nada par), talvez por começar a ser dois com outra pessoa-unidade. E eu fico triste: não pela possibilidade de seu sentimento por mim ter diminuído ou vir a diminuir, até porque, a ele, apenas você deve satisfação ou cerimônia, mas pelas chances de que isso que eu sinto por você arrefeça ou acabe, porque a esse sentimento, sim, sou apegada. Em dobro até. "
Eu roubei o diário da Fada.
Ou li dentro do coração dela.
Talvez ela tenha me contado, não lembro...
E fiquei, também, um pouco triste.
Mas é fato. Amor sobrevive com presença, intimidade, com o compartilhar...
Eu roubei o diário da Fada.
Ou li dentro do coração dela.
Talvez ela tenha me contado, não lembro...
E fiquei, também, um pouco triste.
Mas é fato. Amor sobrevive com presença, intimidade, com o compartilhar...
Subscribe to:
Posts (Atom)