Jun 27, 2007

Ele simplesmente não está afim de você.

Se ele não liga, ele simplesmente não está afim de você.
Se ele não te chama pra sair,
Se não vem falar com você tão logo chega na festa,
Se não procura saber seu telefone por amigos em comum, ele simplesmente não está afim de você.


Quão absolutas são essas verdades?
Quão seguros de si são os homens hoje me dia? Dias em que as mulheres estão cada vez mais agressivas e decididas no approach?
E se ele nos olha, com olhinhos absolutamente brilhantes, mas a nossa própria armadura derrete esse olhar?
E se já indicamos no ‘oi’ que o ‘tchau’ já foi dado, por puro medo de ter que recebê-lo, o ‘tchau’ ou o gajo?
E as pequenas graças e carinhos, as palavras doces, ainda que espaçadas e eventuais? São todas sempre mentirosas e mal intencionadas?
A gente, nós, mulheres, nunca erramos na mão? Insistimos demais, ou bancamos as descoladas cedo demais, ou desistimos de tudo, tudo tão antes da hora...

Ou somos realmente tão "burras" que não sabemos ler os sinais?

Se ele me diz que vai sonhar comigo a noite inteira, posso acreditar, ainda que de brincadeira?
Se ele me pede uma proposta, indecorosa ou simplesmente calorosa, quanto devo ousar? E se me pergunto, não se pergunta ele o quanto pode agüentar dessa ousadia que ele mesmo me pede?
Se eu penso nele, não pensa ele em mim, ainda que eventualmente?
São assim os homens, tão seguros de si? Será que sabem sempre o que querem e como conseguí-lo?
Ou são tão vulneráveis quanto os outros seres humanos, ditos sexo frágil, no que se trata do coração?

Jun 20, 2007

Food for thought

-What's the word for when you realize you've forgotten what it feels like to make love to someone you really loved a long time ago?
-There isn't.
(Diálogo entre Delirium e o Mestre dos Sonhos, Sandman)

"I announce adhesiveness,
I say it shall be limitless,unloosen it.
I say you shall yet find the
friend you were looking for"
Walt Whitman

Jun 19, 2007

You...

Hoje acordei com a sensação de que o tinha esquecido.
Não lembrava mais do rosto dele, nem da risada. Que tanto me irritava quando a gente ainda estava junto, e da qual eu tanto senti falta quando acabou.
Procurei o cheiro, e não me lembrei dele.
A sensação de segurança que eu tinha quando me aninhava em seu abraço. Sumiu.
Sumiu aquela sensação de que só ele me traria de volta a paz. De que era só ele, e mais ninguém. Sumiu a vontade de querer saber dele, e da vida dele, e dos humores e amores dele.
Desapareceu a sensação de vazio que ele deixou. E com ela, a sensação de fracasso.

Estranho...
Era quase um apego, esse vazio, essa dor...

Jun 15, 2007

And then, I flip!

(I got that from the guy "I hate") I guess it was supposed to be a "secret"...

Jun 14, 2007

I hate you!

I hate your game.
I hate the way you make promises with words just to deny them later with actions.
I hate the way I’m confused when you’re in my life, and the way I run smooth through it when you’re not.
I hate the way we communicate when everything is fine and the way we are unable to do that when things are at odds...
I hate the way you assume I’m pissed with you and you are right most of the times.
I hate when you pick on me all day long.
And I hate when you are quiet, and leave me alone...
I hate your smart, witty comments that go so well with mine. And your poor English that you think is so good.
I hate that you lead your life so focused on yourself and make assumptions about mine that are not even close to reality.
I hate the way you are so demanding with me and give me nothing in return.
I hate that you are jealous of the things I do, because I wouldn’t do them if you were a real part of my life.
I hate that I don’t trust you.
I hate the possibility.
I hate the "just".


...but I am afraid of the most.

Jun 11, 2007

This heart o'mine...

Why is it that the Heart can’t decide?
Is it because it is frightened and fragile?
Or just because it doesn’t want to give up all the many other possibilities?
Is it because there’s no certainty in any step we take or any move we make?

Is it because we still hold on to the past, or because we picture the future with colors too bright?
Is it because temptation is too high? Or because fear is too forceful?

Will I know for sure when it happens?
Will it ever happen?

Jun 5, 2007

Back to your hometown...

Cheguei tarde em casa.
Sua toalha pendurada no banheiro.
Só. Nenhum outro vestígio.
As taças na pia lavadas, e até os lençóis trocados.
Dia da faxineira.
Ainda assim, não pude evitar pensar em você.
A casa toda te sussurrava pra mim.
A varanda, o sofá, os CDs, o quarto, a cama...
Não bastasse, a cidade também me reserva lugares que agora são seus.
Beirute na segunda, Líbanus a qualquer hora. O Calaf do forró de quarta.
Até o piso de cima no café do Aeroporto.
E os amigos. E as piadas dos amigos.
Tudo isso, essa semana, te pertence.
E um pedacinho de mim também.
Adorei te ver. E te sentir.

Jun 1, 2007

"Why do you need therapy?"

Today I came across the following question: Você faz terapia? Por quê?
Não consegui para de pensar nisso. De muitas maneiras, as mais diversas.
I’ve always been on therapy. On and off, true, but always.
Never questioned why . E eu questiono quase tudo.
Does it help? Has it helped? Has it been helping? Dunno. I don’t know how I’d be without therapy.

Nobody in my family makes use of it. I’m the only one.
I don’t know what to answer when people ask me: "How was therapy?"
Once, over my lack of will to go th therapy and my complaints that my shrink was too harsh, a friend said: Why don’t you change shrinks? And I thought it was like changing a personal trainner because one is too hard on you with the exercising program. I mean, isn’t that the point?

Eu penso muito. E o meu pensar quase não ajuda o meu viver. Questiono tudo o que se passa dentro e fora de mim. Por que fiz, por que deixei de fazer. O que sinto, senti ou sentiria. Por que choro ou por que sorrio. Por que durmo muito ou deixo de dormir. Por que tudo me intriga. Por que tanta angustia e desumanidade. Por que tanto calor e afetividade. Por que quero tanto ou não quero nada. E de tanto questionar, parece que a vida fica mais fácil. Pelo menos do lado de fora.

Já ouvi muitas vezes que quem tem amigos não precisa de terapeuta. Tenho mil amigos e uns cinco daqueles. Simplesmente não é a mesma categoria. Amigos são amigos. E tem vida própria. Minha terapeuta é como um espelho. Um tempo e lugares meu no redemoinho da vida. Ao conversar com ela, me escuto. Escuto a minha voz. Não uma opinião ou um conselho. E ao escutar minha voz, descubro dizeres próprios para atitudes peculiares.
E eu penso muito em tudo que disse ou vou dizer dentro daquele pedacinho de tempo e lugar semanal que é só meu e de mais ninguém. Fico semanas pensando, e maturando, e observando a mim mesma agir e reagir dentro de tanto pensamento. Às vezes fico cansada de tanto pensar. I can’t help it, though.

Someone once told me I need translation. I do. I guess everybody does...

Meu humor é inconstante. Para aqueles que me conhecem de perto. Para os conhecidos de longe, sou aquela moça simpática do sorriso fácil. Só os amigos de verdade têm direito aos meus arroubos emocionais. Já me disseram que sou assim por que nunca tomei hormônios (diga-se: pílulas contraceptivas). Understand: se as mulheres não tomassem pílulas, seriam assim tão inconstantes. Mais uma de minhas "naturalidades". Idiossincrasia: sensibilidade anormal, peculiar a um indivíduo. Esse humor inconstante, que eu chamo inconformismo, potencializa em mim a freqüência dos meus questionamentos. Não há quietude. Eu vivo de mudanças.

I don’t blame life, although it does suck. I figure out circumstances. And I cannot rest still most of the times. And, as I cannnot change reality most of the times either, I face failure on a daily basis. Therapy. But that is the least important reason. And it doesn’t really answer the question...

Maybe I don’t need therapy. But that is only cos I am on therapy...