Por que não há nada.
“Nada há de sólido a que o coração se possa apegar”
Por que o amor é líquido, às vezes pastoso,
A felicidade são pontos brilhantes no escuro e
A dor é feita de vento.
Não há nada,
Nada além do que eu mesma, versão repaginada,
Com os mesmos medos, agora revisitados,
O mesmo apego aos pequenos e ordinários gestos de carinho,
No fundo todos tão egoístas quando a nossa, a minha, própria vontade de amar e se entregar.
Não há nada,
Nada de novo.
Tudo é igual.
Mais uma vez, nada.
Mas o nada é o que há de mais precioso.
E menos preciso. (Como o viver. Ao contrário do navegar.)
Por que dentro dele há tudo.
E tudo ele pode ser.
Infinitas possibilidades.
Inúmeras fantasias.
E um sem número de expectativas.
Que, no fim, são nada.
Por isso, não te conto nada.
Por que não há nada a dizer.
Eu te amo você.
Feliz aniversário.
Dec 20, 2007
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