Apr 20, 2012

um parágrafo...


li em algum lugar que o oficio de escritor se constrói em observar o mundo. e escrever. cotidianamente. um parágrafo ao menos. me fez triste. por que sei que não consigo me impor a rotina. leio tanto, e tantas coisas geniais, mas de mim não sai nada que não sejam lamentos autobiográficos. penso em pequenas histórias, ou em possíveis finais para histórias reais, mas não há nisso a genialidade de um murakami, nem a geografia das palavras de um saramago.
perdir de mais de mim mesma, que nem um parágrafo ao menos escrevo a cada dia. e sentada numa mesa de bar descubro que outras escrevem e publicam sem pretensão... também estão ai a descobrir o mundo e dar a cara à tapa em novas experiências enquanto eu me apaixono por caras à distância e tenho uma relação estável com meu sofá marrom e séries de tv...

Mar 18, 2011

Um dia frio...

Eu deixo a porta entreaberta,

Na esperança que você olhe pra dentro, em minha direção...

Mas faz frio.

Faz muito frio ...

E você não me dirige mais o olhar...

Não sei se fecho a porta,

Se você ainda vai voltar...

Ou se paro de esperar...

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Je te laisse la porte ouverte

En espérant que tu me regardes…

Mais il fait froid…

Il fait vraiment froid dehors.

Je ne peux pas me décider

Si je ferme la porte, sans ton regarde

Ou si j’attends encore, que tu rentre a me chercher…


(29/01/2010)

Oct 6, 2010

Por email. Or in the office.

A:Você me ligou mais cedo?

E: Não...

Should I have?

A: Should? Nope. Unless you wanted to. It's always a pleasure.

Mas tinha uma chamada do seu número no meu telefone da sala.

E: Nope, not intentionally.

Deve ter sido erro.

Sorry.

A: Ok, then.

Impossível alcançar as entrelinhas...

However, the feeling that something lingers is there.
Is it not?

Oct 1, 2010

Página virada

I forgive your fears

Or your lack of courage

Eu perdôo os seus medos.

Sua falta de coragem.

Perdôo sua cautela.

E sua preocupação.


Perdôo até seu desinteresse,

O amor não dura pra sempre.

Que se dirá de uma paixão, fogo passageiro, alimentada pela vaidade

Quando eu cansar dos teus beijos te digo”

Perdôo você,

Nesse Interlúdio, não sou Ingrid Bergman

Não há Cary Grant

Perdôo sua ausência,

Sua abstinência.

Perdôo a atitude dissimulada,

A falta de memória,

A negação de que algo aconteceu.

Ou não aconteceu.


Perdôo. Perdôo o vão e o invão.

Perdôo quase tolerando quase tudo

não perdôo – I cannot, não consigo.

Não perdôo seu silêncio.

Sua indiferença.

Não perdôo e não esqueço.

I can’t forget, I can’t forgive.

Por que não entendo.

Se não entendo, não consigo esquecer.

Can’t forget: can’t forgive.

Não consigo virar a página...

Ainda estou parada último parágrafo.

I’m stuck. Last paragraph...

Um dia qualquer, no outono passado...

Ontem, aconchegada em você, eu pressenti que um dia esse lugar não vai mais existir.

Você vai me dizer, com sua voz mais doce do mundo, que não podemos mais nos ver.

E a gente vai ter que fechar a porta.

Você não vai me dar a chave. Vai guardá-la contigo, na esperança de poder usá-la em um outro momento.

Mas o tempo vai passar. E não haverá mais momentos. E sem momentos, também o lugar vai deixar de existir...

Sep 22, 2010

Plain bored.

I’m just bored.

Plain bored.

The subjects inside my head are repeating.

They’ve stuck to the same circle of thoughts and I can’t get my head on any other track.

The reality around me is simply not inspiring.

Sun is not shining so bright

And there’s nothin’ new down the road.

Plain boring.

Cannot even think of words.